
"O curinga moldado pelo tempo e destruido pelo tempo pois não podemos fugir do tempo" (Jostein Gaardner)
Eis a História de um curinga que sendo insano enlouqueceu
As sem razões da razão não lhe deram alternativa Correu loucamente para fugir do inexistente
Em linhas, em círculos, em espiral
O perseguidor carrega em si todas as formas
Pois estando em tudo, é tudo
E rindo loucamente o relógio parado endoidece o homem culpado
O curinga apresado
A vida indiferente
Eis o tempo, que em todas as formas e cores o permeia
O persegue
E ri como um lunático sem remédio que a todos devora
A todos envolve
A todos destrói
As sem razões da razão não lhe deram alternativa Correu loucamente para fugir do inexistente
Em linhas, em círculos, em espiral
O perseguidor carrega em si todas as formas
Pois estando em tudo, é tudo
E rindo loucamente o relógio parado endoidece o homem culpado
O curinga apresado
A vida indiferente
Eis o tempo, que em todas as formas e cores o permeia
O persegue
E ri como um lunático sem remédio que a todos devora
A todos envolve
A todos destrói
A todos ama
Eis o relógio que rindo pode cantar
Entoar um canto antigo para ninar o mendigo
O curinga que no mundo do tempo é prisioneiro
É maltrapilho
É mendigo
O curinga esbaforido olha em volta
Porém tudo que vê é tempo
O que pensa é tempo
O que sente é tempo
Tudo é tempo porque tudo pertence ao tempo
E o relógio apressado rouba as horas
Ou as devolve
Eis o relógio que rindo pode cantar
Entoar um canto antigo para ninar o mendigo
O curinga que no mundo do tempo é prisioneiro
É maltrapilho
É mendigo
O curinga esbaforido olha em volta
Porém tudo que vê é tempo
O que pensa é tempo
O que sente é tempo
Tudo é tempo porque tudo pertence ao tempo
E o relógio apressado rouba as horas
Ou as devolve
Seriam elas o grande presente?
Depende de quem conta
Depende de quem vive
Depende de quem conta
Depende de quem vive
Depende de quem ri
As sem razões da razão do tempo roubaram alegres a sanidade do curinga
"Ingenuo" elas pensaram
Não se pode correr do tempo
Tic TAC bate o coração
O curinga curioso olha para si
E já suas roupas vivas perdem a cor
O calor do corpo se vai
Os fios de cabelo não mais estão
E quando as sombras desaparecem
Ele é o próximo que estando ali já não estará mais
As sem razões da razão do tempo roubaram alegres a sanidade do curinga
"Ingenuo" elas pensaram
Não se pode correr do tempo
Tic TAC bate o coração
O curinga curioso olha para si
E já suas roupas vivas perdem a cor
O calor do corpo se vai
Os fios de cabelo não mais estão
E quando as sombras desaparecem
Ele é o próximo que estando ali já não estará mais
Envolvido pelo tempo
Engolido pelo tempo
Amado pelo tempo
Porque mesmo na insanidade não se pode frear o tempo
Engolido pelo tempo
Amado pelo tempo
Porque mesmo na insanidade não se pode frear o tempo
E mesmo na corrida incesante da existencia
Não se pode fugir do tempo
Eis portanto o fim de um curinga exausto
e a continuidade de um tempo feroz
Que sendo gigantesco é pequeno
e mesmo detruindo é amoroso
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Para compreender melhor o personagem do curinga, leia O Dia do Curinga de Jostein Gardner
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